VERSOS FANTÁSTICOS

Em 2013, criei a “Oficina de Versos Fantásticos”, inspirado por um desejo e uma inquietação muito fortes, de desenvolver a criação poética junto às crianças. Não escrever para elas. Escrever com elas.

De lá para cá, já a realizei diversas vezes para turmas de crianças e outras tantas para adultos interessados em educação ou amantes da poesia. Realizei-a no festival literário A(o)gosto das Letras, em Ourinhos e no Festival Literário Londrix, em Londrina. A última edição presencial da oficina foi em 2019, no Sesi-AML, em Londrina. Hoje, ao publicar essa matéria, vivi a experiência de realizá-la on line, com uma turma do curso de Pedagogia da universidade Pitágoras, de Londrina. Foi igualmente interessante e com ótimos resultados criativos.

Quero compartilhar a experiência dessa oficina nesse momento de resguardo dos encontros presenciais, para que mães e pais possam se inspirar nela e realizar brincadeiras poéticas com as crianças, em casa. A poesia educa e diverte.

Busquei inspiração para montar a oficina no Nonsense criado por Edward Lear e Lewis Carrol, em torno dos anos 1850, inaugurando uma verdadeira revolução de linguagem e imaginação, que fertilizou a poesia posterior. O lado curioso disso tudo é que ambos o fizeram inspirados pelas crianças.

A vanguarda poética ser fertilizada pelas crianças pode ser curioso, mas não é nada estranho, afinal, elas constantemente inventam com as palavras, com os objetos, conosco, com as histórias. Curiosas como cientistas, inquietas como artistas, as crianças são inventoras de linguagem. Ou seriam os cientistas e os artistas curiosos e inventores como as crianças, na verdade?

Dedico esse artigo e essa oficina a minha sobrinha Lara, que com 4 anos desde que nasceu me mostra como os adultos podem se divertir muito brincando. Mas ao invés de escrever e escrever sobre a oficina, vou colocar em sequência os slides que fiz para falar dela quando a realizo. Eles têm várias ilustrações de Edward Lear, saborosíssimas.

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